Súbito, a outra viu a uma se virar, notou qualquer coisa nos olhos dela e, calada como toda a vida, acreditou no sorriso da uma, gostou do beijo de leve e se perdeu no aperto de mãos derradeiro. Haviam chegado à rua C., era a hora de a uma ir pra casa e havia o carro no asfalto, silencioso, macio pelas ruas... Duro ao choque.

A outra pôde observar tudo de perto, pertíssimo, aquele corpo sendo destroçado, aquela coisa oprimindo o peito, e os cantos da boca se retraindo, os músculos contraídos, a cara inteiro numa caricatura d’O Grito, mas a uma se calou...

A que restou... Abriu-se a porta do automóvel.